É impossível falar de treinos de força, tanto na academia quanto em casa, sem mencionar o conceito de 1RM. Ao longo dos anos, vi muitos praticantes buscando evoluir sem compreender de fato como aplicar esse número fundamental no dia a dia. Afinal, a carga ideal de cada exercício faz toda a diferença para os resultados e para a segurança.
O que é 1RM e por que é tão relevante no treino de resistência?
Em minha experiência, compreender o significado e a função da carga máxima repetível muda totalmente a relação entre esforço e resultado. 1RM é a sigla para “one repetition maximum”, ou repetição máxima, e indica o maior peso que consigo levantar ou mover em um exercício, com a execução perfeita, apenas uma vez.
Esse valor serve como referência para ajustar cargas nas séries, planejar evolução e comparar níveis de força, seja em competições ou durante a rotina de treinos recreativos. Profissionais de educação física e diversos artigos mostram que o treinamento baseado em porcentagens desse parâmetro oferece maior precisão nos estímulos e reduz o risco de erros ao escolher o peso das anilhas ou halteres.
Além disso, usar esse conceito no dia a dia motiva e proporciona autoavaliação contínua. Vejo isso sempre ao recomendar ferramentas que ajudam a registrar evolução, como o próprio aplicativo RepFit, que permite acompanhar e ajustar percentuais de carga de acordo com cada objetivo e momento do ciclo de treinamento.
1RM é a bússola do treino de força funcional.
Como realizar o teste de repetição máxima com segurança?
A realização do teste clássico desperta dúvidas e receios. Por isso, montar um protocolo seguro é fundamental, especialmente para quem está começando ou tem histórico de lesão. Antes de tudo, sempre recomendo que o teste de força máxima seja acompanhado por um profissional capacitado. Orientação adequada previne acidentes e garante a precisão do resultado.
Passos práticos para medir o peso máximo em qualquer exercício
- Aquecimento geral e específico: começo com 5 a 10 minutos de atividade leve (bicicleta, caminhada ou mobilidade articular), seguido de 2 a 3 séries leves do exercício a ser testado, usando pouca carga. O objetivo é preparar músculos, tendões e sistema nervoso para o esforço intenso.
- Primeiras tentativas com carga moderada: escolho um peso que me permita realizar de 3 a 5 repetições sem dificuldade. Sigo aumentando a carga de forma gradual (geralmente entre 5% e 10% do peso anterior), sempre dando intervalos completos de 2 a 3 minutos entre as tentativas para recuperação total.
- Busco a “falha momentânea”: Quando sinto que só consigo uma repetição com execução perfeita, sem compensações e sem ajuda, esse é o valor do teste. Caso erre a execução ou precise de auxílio, descanso e tento novamente com uma carga menor.
É importante ficar atento: o teste precisa ser interrompido ao menor sinal de dor, falha técnica ou cansaço extremo. Os riscos de uma abordagem descuidada incluem distensões musculares, sobrecargas nas articulações e até bloqueios emocionais que podem atrapalhar o progresso.
Dados registrados em protocolos de treinamento detalhados, como observado no estudo disponível na REBEC, mostram que cargas em torno de 80% do valor máximo para séries de 6 a 8 repetições, com intervalos de 2 minutos, são consistentes com ganhos de força sem excessos prejudiciais.
Quem não deve fazer o teste tradicional de 1RM?
Há situações em que o teste direto, com máxima sobrecarga, não é o mais indicado. Em minha trajetória, notei que pessoas em início de treinamento, idosos, adolescentes ou quem tem qualquer limitação articular/muscular devem buscar métodos alternativos, pois o risco não compensa.
Nesses casos, uso estratégias indiretas, que envolvem cálculos a partir de repetições submáximas. Exemplo comum: utilizar um peso com o qual seja possível completar entre 3 e 10 repetições e, a partir desse resultado, estimar a repetição máxima usando fórmulas desenvolvidas por pesquisadores.
- Por exemplo, se consigo 8 repetições com 60 kg no supino, há equações que transformam esse dado na carga máxima provável.
- É fundamental lembrar, contudo, que resultados indiretos carregam margens de erro. Uma análise da Revista Brasileira de Atividade Física & Saúde mostra que o uso dessas fórmulas pode superestimar os valores em exercícios como o leg press em até 15%.
Como interpretar o resultado e definir os percentuais de carga?
Não basta saber qual é a carga máxima – o segredo está em transformar esse número em uma ferramenta de verdade para evolução. O valor obtido funciona como “chave” para toda a periodização do treino, dividindo a intensidade em faixas bem conhecidas:
- 50 a 65% do máximo: indicado para treinos de resistência muscular ou para quem está iniciando;
- 70 a 80%: faixa voltada principalmente para hipertrofia;
- 85 a 95%: campo de força máxima e potência, para atletas ou treinamentos avançados;
- Acima de 95%: situações específicas, sempre supervisionadas, como avaliações técnicas e competições.
Com esse parâmetro, posso planejar ciclos e alternar estímulos sem dar margem para o erro clássico de usar pesos inadequados, seja por excesso ou falta. O RepFit, por exemplo, permite inserir esses percentuais por exercício, facilitando visualizar quando é hora de “subir” nas anilhas de forma segura.
Como o 1RM contribui para evolução e prevenção de lesões?
O perigo maior não é errar na carga para mais, mas sim para menos. Muitas pessoas treinam sempre com o mesmo peso porque não sabem calcular a sobrecarga ideal para avançar. Ou, ao contrário, aceleram ganho de carga sem respeitar limites e acabam lesionando ombros, lombar ou joelhos.
Em todas as orientações que já dei, ensino que monitorar a evolução das cargas com base no valor máximo traz confiança, pois os crescimentos são graduais e monitorados. Isso ajuda demais na prevenção de lesões, pois permite identificar rapidamente quando algum músculo ficou para trás na adaptação ou falhou no fortalecimento.

Além disso, a clareza em relação ao peso máximo torna o ajuste de ciclos de treinamento, como o de força, hipertrofia ou resistência, muito mais tangível. E se, como eu, você tem dificuldades em acompanhar tantos detalhes, usar plataformas de registro – o RepFit, por exemplo – simplifica atualizar seus percentuais e garantir que cada fase do planejamento seja executada com precisão.
Exemplos práticos: adaptação do 1RM para níveis e tipos de exercícios
Na prática, nem todo exercício se presta ao teste de máxima sobrecarga. Movimentos como desenvolvimento militar, supino, agachamento e levantamento terra são os mais usados. Para exercícios com maior risco de lesão (tríceps francês, puxada alta ou outros de cadeias menores), prefiro sempre trabalhar com repetições submáximas, usando estimativas cuidadosas.
- No iniciante: costumo indicar séries de 10-12 repetições próximas da falha, sempre sob olhar do instrutor. Depois, com mais confiança, posso direcionar a testar limites com segurança, sempre sob supervisão.
- No intermediário: já sugiro ciclos de aumento gradual de carga, baseados em repetições mais baixas (5-8), ajustando semanalmente o peso de acordo com a evolução percebida ou registrada pelo app.
- No avançado: o registro do valor máximo se faz até de forma periódica, ajustando toda a periodização para ganhos de força máxima, explosão ou resistência muscular localizada. Aqui, trabalhar com percentuais acima de 85% do cume já se torna realidade, mas sempre respeitando sinais do corpo e evitando excesso de volume com altíssima carga.
Em minha rotina, sempre incentivo a busca por conteúdos complementares sobre saúde e nutrição, pois a evolução real depende desses pilares.

Vale lembrar: o acompanhamento especializado não é luxo. Ele faz diferença tanto na aplicação do teste quanto na rotina, especialmente ao adaptar cargas em situações específicas, como períodos de dieta, pós-recuperação ou mudança de objetivos.
Onde consultar mais exemplos e materiais sobre periodização e ajustes no treino de força?
Se você se interessa em ver exemplos de treinos, cálculos e casos práticos, recomendo navegar pelo acervo do post com exemplos de rotina e também no tutorial sobre ajustes finos nas cargas e séries, ambos do meu blog.
Ali, mostro em detalhes como montei ciclos para diferentes perfis de alunos, como adaptei o uso do valor máximo em exercícios que fogem do padrão tradicional e trago dicas de como evitar erros comuns.
Conclusão
No decorrer da minha trajetória, percebi que conhecer, medir e aplicar a repetição máxima não é algo reservado apenas para atletas ou profissionais. Está ao alcance de todos os praticantes que buscam melhorar performance, segurança e resultados de maneira racional.
Com os recursos corretos, como o RepFit, consigo monitorar, ajustar e evoluir sem surpresas ou aventuras desnecessárias. Lembre-se sempre: respeitar os limites do corpo e seguir orientação qualificada é o melhor caminho para o progresso e para treinar com mais autonomia.
Se deseja testar novos métodos de controle, registrar evolução e sentir a diferença na força e confiança, recomendo conhecer melhor as soluções e conteúdos oferecidos pelo RepFit e experimentar na sua própria rotina.
Perguntas frequentes sobre 1RM
O que significa 1RM no treino?
1RM quer dizer “uma repetição máxima” e indica o maior peso que se consegue levantar ou mover em um exercício específico, executando apenas uma vez, sem perder a técnica. Esse dado serve como referência para calcular cargas ideais de acordo com cada objetivo, seja força, hipertrofia ou resistência.
Como calcular meu 1RM corretamente?
O método direto envolve aquecimento, tentativas progressivas de aumentar a carga e, finalmente, encontrar o máximo possível para uma repetição. Se não puder testar diretamente, utilize a carga com a qual consegue entre 3 e 10 repetições e estime o valor máximo por meio de fórmulas específicas.
1RM é seguro para iniciantes?
Não é recomendado realizar o teste tradicional na fase inicial de adaptação. O ideal para iniciantes é usar cargas mais leves, próximas da falha, e buscar acompanhamento profissional. Alternativas indiretas, como estimativas a partir de repetições submáximas, são muito mais seguras.
Posso usar 1RM em todos os exercícios?
Embora possível, nem todas as séries ou movimentos são seguros para teste de repetição máxima, especialmente exercícios isolados ou que exigem estabilização intensa. Os principais movimentos compostos, como supino, agachamento e remada, são mais indicados. Para outros exercícios, usar estimativas e priorizar a segurança é o caminho.
Vale a pena testar 1RM com frequência?
Não é necessário reavaliar o peso máximo a todo momento. Recomendo repetir o teste a cada 8 a 12 semanas, ou sempre que houver mudanças significativas no ciclo de treinamento ou objetivo. O controle frequente pode ser feito pelo ajuste das cargas submáximas nas sessões diárias, observando evoluções pequenas, mas constantes.
